Contei os dias, como quem faz tracinhos na parede de uma prisão.
Obriguei-me a amarrar a ansiedade e a guarda-la num cantinho. Até terça-feira.
Se tudo corresse como previsto, podia ser uma prenda de Natal atrasada. Uma óptima forma de entrar em 2012. Uma notícia capaz de arrancar muitos sorrisos, de sossegar corações e provocar alguma euforia.
Cheguei antes da hora marcada mas serena. Sentei-me no café e saboreei um pão fofo com manteiga acompanhado de uma chávena de leite com (pouco) café.
Olhava de quando em vez para o relógio. Ainda era cedo.
Deixei-me ficar no banco confortável, quando o telefone toca.
- Olhe é só para dizer que foi desmarcado. Fica para sexta-feira.
Fiquei de tal forma estupefacta pela falta de respeito que nem tive reacção.
Limitei-me a dizer: - Ok, muito obrigada!
Ainda ia a tempo de entrar a horas no trabalho mas teria de avisar novamente que três dias depois teria de voltar, poderia atrasar-me.
Caiu a ficha e pensei: - Mas o que é isto. Telefona-se para as pessoas 20 minutos antes de um compromisso a cancelar como se nada fosse?
Liguei de volta: - Desculpe, mas não pode ser mais cedo? Não tem mais ninguém?
- Pois, não, terá de ser mesmo na sexta.
Resignei-me.
À noite, num jantarinho bom (que podia ter sido melhor se houvesse as tais novidades), com a família, tive uma boa surpresa, daquelas que me fazem acreditar que os meus são mesmo os melhores do mundo.
Hoje, acordei com a noticia de que uma avaria lá em casa vai implicar um gasto adicional.
Enfim, a vida é assim, feita de altos e baixos, expectativas e desilusões, compromissos e imprevistos.
Exige um jogo de cintura constante. Mas, se fosse de outra forma não teria a mesma riqueza!!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Um Natal Especial!
O meu Natal é diferente!
Sempre foi e não o concebo de outra forma.
É a reunião de uma família construída ao longo de mais de três décadas, que, como todas as famílias podem andar desencontradas ao longo do ano mas que neste dia se reúnem em função de um objectivo comum e dos valores mais importantes: amizade, respeito e solidariedade.
Muitas destas pessoas, que são as minhas pessoas, viram-me crescer, ajudaram-me a dar os primeiros passos, ensinaram-me que sempre poderei contar com elas.
Os laços construídos podem ser mais fortes do que os de sangue. Acredito nisso, de coração!
E no fim do dia, cumprida mais uma jornada, em mais um ano, a alegria vence o cansaço e a sensação de dever cumprido faz tudo valer a pena.
No dia em que tudo mudar, em que provavelmente poderei ter um Natal tradicional, sei que vou estar de coração apertado, pequenino, embrenhada nas recordações que me vão trazer saudades deste Natal. O meu. O de sempre!
Sempre foi e não o concebo de outra forma. É a reunião de uma família construída ao longo de mais de três décadas, que, como todas as famílias podem andar desencontradas ao longo do ano mas que neste dia se reúnem em função de um objectivo comum e dos valores mais importantes: amizade, respeito e solidariedade.
Muitas destas pessoas, que são as minhas pessoas, viram-me crescer, ajudaram-me a dar os primeiros passos, ensinaram-me que sempre poderei contar com elas.
Os laços construídos podem ser mais fortes do que os de sangue. Acredito nisso, de coração!
E no fim do dia, cumprida mais uma jornada, em mais um ano, a alegria vence o cansaço e a sensação de dever cumprido faz tudo valer a pena.No dia em que tudo mudar, em que provavelmente poderei ter um Natal tradicional, sei que vou estar de coração apertado, pequenino, embrenhada nas recordações que me vão trazer saudades deste Natal. O meu. O de sempre!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Fresca e fofa .. ou quase!
Exames recolhidos. Envelope rasgado (não devia mas a curiosidade é mais forte...).
Diagnóstico: uma pontinha de anemia (depois de vasculhar na Internet, não me parece haver motivos para preocupação).
Plano de combate: consumo de espinafres, grão, feijão, banana e outras coisas que tais para colocar os valores em ordem
Estado: feliz e aliviada! ;-))
Diagnóstico: uma pontinha de anemia (depois de vasculhar na Internet, não me parece haver motivos para preocupação).
Plano de combate: consumo de espinafres, grão, feijão, banana e outras coisas que tais para colocar os valores em ordem
Estado: feliz e aliviada! ;-))
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dar o braço ao manifesto...
Tenho uma relação pouco simpática com o acto de .. fazer análises clínicas.
E atenção, não se trata de qualquer animosidade para com agulhas. Nada disso.
Vou alegremente ao dentista (desde que encontrei um que é um querido), aceito de forma descontraída a obrigatoriedade de actualizar o boletim de vacinas.
Mas tirar sangue? Nã, isso não é comigo. Fico ansiosa, depois pálida, com náuseas.
Ai Meu Deus que me dá um fanico!!
Depois de me fazer de forte várias vezes (e de a minha querida mãe me apanhar do chão vezes sem conta) arranjei um sistema infalível: chego e assumo que sou uma mariquinhas.
- Olhe eu costumo sentir-me mal por isso tenho de me deitar está bem?
Ao meu lado, ficam um pacote de leite com chocolate e um bolo bem açucarado, para quando acabar a tortura.
E não é que resulta? Tanto, que das últimas vezes já me aventurei a ir sozinha. Que orgulho!
Mas o destino prega-nos partidas. Ah pois é. Na semana passada lá fui eu carregada de papéis para fazer as ditas.
Aproveitei o Sábado para não ter de faltar ao trabalho. E assim como assim, deixei-me ficar na cama até um pouco mais tarde. Cheguei perto das 10h00.
A senhora olha para as folhas e diz-me:
- Hum, não sei se conseguimos fazer isto hoje. Vou ter de lhe tirar sangue TRÊS vezes, com intervalos de uma hora.
- Desculpe? Então mas eu pensava que era só uma..
- Pois, mas não. Espere só um bocadinho.
Olhe, afinal vai ser possível. A primeira recolha faço eu, depois será outra colega.
Pensei: - é hoje. Vou ficar aqui estendida! Ai, e agora o que faço?
Que burra, devia ter vindo mais cedo para não ficar tanto tempo em jejum.
Bom, lá me picaram a primeira vez. Depois toca de beber um líquido horrível. Uma hora depois, muda de bracinho (doeu e bem!). Ao meio dia e picos, terceira recolha.
Não desmaiei mas senti-me mal. E fraquinha, fraquinha.
Saí dali a arrastar-me, com o meu homem a amparar-me parecia que tinha levado uma tareia.
Não se faz. Podia ter ajudado a passar a fobia mas só a aumentou.
Nem quero pensar em repetir. Hoje vou buscar os resultados.
Figas apertadas!!
E atenção, não se trata de qualquer animosidade para com agulhas. Nada disso.
Vou alegremente ao dentista (desde que encontrei um que é um querido), aceito de forma descontraída a obrigatoriedade de actualizar o boletim de vacinas.
Mas tirar sangue? Nã, isso não é comigo. Fico ansiosa, depois pálida, com náuseas.
Ai Meu Deus que me dá um fanico!!
Depois de me fazer de forte várias vezes (e de a minha querida mãe me apanhar do chão vezes sem conta) arranjei um sistema infalível: chego e assumo que sou uma mariquinhas.
- Olhe eu costumo sentir-me mal por isso tenho de me deitar está bem?
Ao meu lado, ficam um pacote de leite com chocolate e um bolo bem açucarado, para quando acabar a tortura.
E não é que resulta? Tanto, que das últimas vezes já me aventurei a ir sozinha. Que orgulho!
Mas o destino prega-nos partidas. Ah pois é. Na semana passada lá fui eu carregada de papéis para fazer as ditas.
Aproveitei o Sábado para não ter de faltar ao trabalho. E assim como assim, deixei-me ficar na cama até um pouco mais tarde. Cheguei perto das 10h00.
A senhora olha para as folhas e diz-me:
- Hum, não sei se conseguimos fazer isto hoje. Vou ter de lhe tirar sangue TRÊS vezes, com intervalos de uma hora.
- Desculpe? Então mas eu pensava que era só uma..
- Pois, mas não. Espere só um bocadinho.
Olhe, afinal vai ser possível. A primeira recolha faço eu, depois será outra colega.
Pensei: - é hoje. Vou ficar aqui estendida! Ai, e agora o que faço?
Que burra, devia ter vindo mais cedo para não ficar tanto tempo em jejum.
Bom, lá me picaram a primeira vez. Depois toca de beber um líquido horrível. Uma hora depois, muda de bracinho (doeu e bem!). Ao meio dia e picos, terceira recolha.
Não desmaiei mas senti-me mal. E fraquinha, fraquinha.
Saí dali a arrastar-me, com o meu homem a amparar-me parecia que tinha levado uma tareia.
Não se faz. Podia ter ajudado a passar a fobia mas só a aumentou.
Nem quero pensar em repetir. Hoje vou buscar os resultados.
Figas apertadas!!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Nesta data querida...
Acordei ao som de Djavan (presentinho dele mais um livro a condizer), tomei um banho relaxante seguido de um pequeno-almoço delicioso.
Parei na cabeleireira do costume, aproveitei para dar finalmente a roupa acumulada à loja solidária e espreitar as botas que me andam a piscar o olho há algum tempo.
Ele fez-me surpresa e tirou o dia para me mimar. Almoço solarengo e passeio de mãos dadas à beira rio.
Ainda houve tempo para uma sesta reconfortante antes do jantar com os meus mais que tudo: os papás.
Um aniversário delicioso que antecipa dias felizes!
Parei na cabeleireira do costume, aproveitei para dar finalmente a roupa acumulada à loja solidária e espreitar as botas que me andam a piscar o olho há algum tempo.
Ele fez-me surpresa e tirou o dia para me mimar. Almoço solarengo e passeio de mãos dadas à beira rio.
Ainda houve tempo para uma sesta reconfortante antes do jantar com os meus mais que tudo: os papás.
Um aniversário delicioso que antecipa dias felizes!
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