quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O que podia ser, não foi mas certamente será!

Contei os dias, como quem faz tracinhos na parede de uma prisão.
Obriguei-me a amarrar a ansiedade e a guarda-la num cantinho. Até terça-feira.
Se tudo corresse como previsto, podia ser uma prenda de Natal atrasada. Uma óptima forma de entrar em 2012. Uma notícia capaz de arrancar muitos sorrisos, de sossegar corações e provocar alguma euforia.
Cheguei antes da hora marcada mas serena. Sentei-me no café e saboreei um pão fofo com manteiga acompanhado de uma chávena de leite com (pouco) café.
Olhava de quando em vez para o relógio. Ainda era cedo.
Deixei-me ficar no banco confortável, quando o telefone toca.
- Olhe é só para dizer que foi desmarcado. Fica para sexta-feira.
Fiquei de tal forma estupefacta pela falta de respeito que nem tive reacção.
Limitei-me a dizer: - Ok, muito obrigada!
Ainda ia a tempo de entrar a horas no trabalho mas teria de avisar novamente que três dias depois teria de voltar, poderia atrasar-me.
Caiu a ficha e pensei: - Mas o que é isto. Telefona-se para as pessoas 20 minutos antes de um compromisso a cancelar como se nada fosse?
Liguei de volta: - Desculpe, mas não pode ser mais cedo? Não tem mais ninguém?
- Pois, não, terá de ser mesmo na sexta.
Resignei-me.
À noite, num jantarinho bom (que podia ter sido melhor se houvesse as tais novidades), com a família, tive uma boa surpresa, daquelas que me fazem acreditar que os meus são mesmo os melhores do mundo.
Hoje, acordei com a noticia de que uma avaria lá em casa vai implicar um gasto adicional.
Enfim, a vida é assim, feita de altos e baixos, expectativas e desilusões, compromissos e imprevistos.
Exige um jogo de cintura constante. Mas, se fosse de outra forma não teria a mesma riqueza!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um Natal Especial!

O meu Natal é diferente!
Sempre foi e não o concebo de outra forma.
É a reunião de uma família construída ao longo de mais de três décadas, que, como todas as famílias podem andar desencontradas ao longo do ano mas que neste dia se reúnem em função de um objectivo comum e dos valores mais importantes: amizade, respeito e solidariedade.
Muitas destas pessoas, que são as minhas pessoas, viram-me crescer, ajudaram-me a dar os primeiros passos, ensinaram-me que sempre poderei contar com elas.
Os laços construídos podem ser mais fortes do que os de sangue. Acredito nisso, de coração!
E no fim do dia, cumprida mais uma jornada, em mais um ano, a alegria vence o cansaço e a sensação de dever cumprido faz tudo valer a pena.
No dia em que tudo mudar, em que provavelmente poderei ter um Natal tradicional, sei que vou estar de coração apertado, pequenino, embrenhada nas recordações que me vão trazer saudades deste Natal. O meu. O de sempre!




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fresca e fofa .. ou quase!

Exames recolhidos. Envelope rasgado (não devia mas a curiosidade é mais forte...).
Diagnóstico: uma pontinha de anemia (depois de vasculhar na Internet, não me parece haver motivos para preocupação).
Plano de combate: consumo de espinafres, grão, feijão, banana e outras coisas que tais para colocar os valores em ordem
Estado: feliz e aliviada! ;-))

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dar o braço ao manifesto...

Tenho uma relação pouco simpática com o acto de .. fazer análises clínicas.
E atenção, não se trata de qualquer animosidade para com agulhas. Nada disso.
Vou alegremente ao dentista (desde que encontrei um que é um querido), aceito de forma descontraída a obrigatoriedade de actualizar o boletim de vacinas.
Mas tirar sangue? Nã, isso não é comigo. Fico ansiosa, depois pálida, com náuseas.
Ai Meu Deus que me dá um fanico!!
Depois de me fazer de forte várias vezes (e de a minha querida mãe me apanhar do chão vezes sem conta) arranjei um sistema infalível: chego e assumo que sou uma mariquinhas.
- Olhe eu costumo sentir-me mal por isso tenho de me deitar está bem?
Ao meu lado, ficam um pacote de leite com chocolate e um bolo bem açucarado, para quando acabar a tortura.
E não é que resulta? Tanto, que das últimas vezes já me aventurei a ir sozinha. Que orgulho!
Mas o destino prega-nos partidas. Ah pois é. Na semana passada lá fui eu carregada de papéis para fazer as ditas.
Aproveitei o Sábado para não ter de faltar ao trabalho. E assim como assim, deixei-me ficar na cama até um pouco mais tarde. Cheguei perto das 10h00.
A senhora olha para as folhas e diz-me:
- Hum, não sei se conseguimos fazer isto hoje. Vou ter de lhe tirar sangue TRÊS vezes, com intervalos de uma hora.
- Desculpe? Então mas eu pensava que era só uma..
- Pois, mas não. Espere só um bocadinho.
Olhe, afinal vai ser possível. A primeira recolha faço eu, depois será outra colega.
Pensei: - é hoje. Vou ficar aqui estendida! Ai, e agora o que faço?
Que burra, devia ter vindo mais cedo para não ficar tanto tempo em jejum.
Bom, lá me picaram a primeira vez. Depois toca de beber um líquido horrível. Uma hora depois, muda de bracinho (doeu e bem!). Ao meio dia e picos, terceira recolha.
Não desmaiei mas senti-me mal. E fraquinha, fraquinha.
Saí dali a arrastar-me, com o meu homem a amparar-me parecia que tinha levado uma tareia.
Não se faz. Podia ter ajudado a passar a fobia mas só a aumentou.
Nem quero pensar em repetir. Hoje vou buscar os resultados.
Figas apertadas!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nesta data querida...

Acordei ao som de Djavan (presentinho dele mais um livro a condizer), tomei um banho relaxante seguido de um pequeno-almoço delicioso.
Parei na cabeleireira do costume, aproveitei para dar finalmente a roupa acumulada à loja solidária e espreitar as botas que me andam a piscar o olho há algum tempo.
Ele fez-me surpresa e tirou o dia para me mimar. Almoço solarengo e passeio de mãos dadas à beira rio.
Ainda houve tempo para uma sesta reconfortante antes do jantar com os meus mais que tudo: os papás.
Um aniversário delicioso que antecipa dias felizes!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Report...

Atolada em trabalho, cheia de sono, sem vontade de escrever...
Mas há novidades. Muitas!!
A gerência promete partilhar em breve.
Over and Out.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A idade (não) passa...

Nunca me debrucei muito tempo sobre esta questão, para muitas pessoas existencial.
A passagem da idade não me assusta. Admito, no entanto, que me deixa apreensiva, a hipótese de perder capacidades.
Recentemente, uma das pessoas mais importantes da minha vida completou 80 anos.
Juntaram-se amigos e família à mesa num convívio onde reinou a ternura. Ela estava imensamente feliz. E eu também por assistir a este momento tão bonito, junto da mulher que foi quase uma segunda mãe.
Entre conversas cruzadas, alguém me dizia: estava tão ansiosa, que hoje bem cedo foi fazer a caminhada matinal. Tratou de tudo, do restaurante, do cabeleireiro e até da recepção aos convidados que quisessem passar lá por casa.
Não me surpreendeu. É uma mulher guerreira. Mas, fiquei triste quando mais adiante ouvi: parece que quer contrariar o facto de se começar a aperceber que já tem algumas limitações.
Doeu muito. Fazemos que não vemos, não é connosco, que as nossas pessoas especiais são imortais. Queremos acreditar nisso. Porque nos faz bem, porque nos alimenta a alma e de nada vale sofrer por antecipação.
Mas há uma certeza inabalável: esta mulher que foi quase uma segunda mãe para mim vai estar sempre presente. Porque é um exemplo de vida!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Indiferença...

É talvez dos piores sentimentos que se pode ter. Isso e pena. Pena de alguém.
Felizmente, até à data, poucas pessoas conseguiram destabilizar o meu sistema nervoso e levar-me ao limite, aquela altura em que (metaforicamente) dou um murro na mesa e digo de mim para mim: chega!
Curiosamente são alminhas cínicas, petulantes, presunçosas e.. rídiculas.
Por isso a minha atitude em relação a elas - com quem tenho forçosamente de conviver pontualmente - (Thank God), oscila entre a indiferença e a pena.
A primeira é uma forma de me defender dos ataques infundados de gente cuja postura e atitudes são proporcionalmente equivalentes à ausência de bom senso e educação.
Depois, nessa tentativa forçada de tentarem pertencer a uma classe (sei lá qual), ter um certo estatuto (sei lá qual) acabam por fazer figuras rídiculas. São pessoas inseguras e mal formadas. Umas coitadas! Aí vem a pena. 
É por isso que limito a comunicação ao mínimo, o contacto ao essencial, sem nunca faltar ao respeito a ninguém mas recuso-me terminantemente a alinhar nestes filmes onde a hipocrisia tem o papel principal.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E a Grécia, pah!!!

Há vários anos que está na minha lista de viagens, de países que quero mesmo conhecer.
Estava tudo encaminhado para fazer um périplo por Atenas e Santorini, quando rebentou esta crise e decidi mudar de rota, explorar outros locais igualmente interessantes para uma “viciada em viagens”.
Mas fiquei a suspirar por aquelas praias, as casinhas caiadas em tons de branco e azul (assim de repente fazem-me pensar em Alentejo).
E agora parece-me cada vez mais improvável, porque não faz parte dos meus planos andar no meio de motins ou enfrentar greves que me obriguem a ficar fechada num quarto de hotel....
Numa altura em que se equaciona a hipótese da Grécia sair da Zona Euro, e não se vislumbra uma saída para a crise em que está mergulhado o país*, é caso para perguntar: E a Grécia, pah?

* Continuo a ter esperança que Portugal seja mesmo um caso diferente. A ver vamos..

Dias assim...

Não gosto de frio, nem de vento, nem do céu em tons de cinzento, nem de mudanças de hora.
Não gosto e pronto!
As mudanças de estação coincidem normalmente com alterações de humor e nem a ideia romântica, de ficar enroscada no sofá, a ver a chuva cair lá fora, enquanto visiono o melhor filme do mundo me convencem.
Ok, admito que é o melhor dos programas para dias assim (aliás já o mencionei), mas precisamente porque em dias assim, não há muitas alternativas. E é isso que me irrita solenemente. Isso e as toneladas de roupas e acessórios que implica esta bela (not) estação do ano.
Resta alinhar pela mesma batuta, enganar o ânimo com um chocolate quente e fazer das castanhas assadas as melhores amigas do Outono/Inverno. 

 

domingo, 30 de outubro de 2011

E por falar em coisas boas, poupança e afins… Brunch?

Quem não experimentou ponha o dedo no ar?
A moda do Brunch veio para ficar. Nos dias de maior preguiça, em que o despertador não tem ordem para tocar, sabe tão bem rumar a um local aprazível, com uma paisagem a condizer, para "forrar o estômago" com manjares que dão sentido à designação. Uma espécie de pequeno-almoço, almoçarado (passo a expressão), tendo em conta o tardio da hora.
Já fui. Confesso que gostei e repeti, várias vezes.
Mas nesta altura em que a carteira vazia nos enche a mente de criatividade, ficou a pairar a ideia de um dia repetir a experiência em casa. Criar um ambiente diferente, com uma toalha alternativa, música de fundo e pôr as mãos na massa.
Primeiro passo: correr à padaria mais próxima para comprar vários tipos de pão, bem fresquinho.
Segundo: Reabastecer a despensa de compotas e doces, juntar à ementa queijo fresco, presunto, patés variados, alguma bolachas e manteiga para barrar.
Folhas frescas de rúcula, tomate fatiado e uns ovos mexidos acabados de fazer completam a ementa.
Terceiro: Chá, café, leite, ou sumo? Todos. De preferência sumos de fruta naturais.
Se tudo isto for feito a quatro mãos (ou mais), ainda sobra tempo para degustar uma boa fatia de bolo caseiro, morninho, que se coze enquanto se apreciam todos os petiscos da mesa.
Nestes dias mais frios, até pode servir um "lanche ajantarado". Um bom filme e a melhor companhia fazem o resto. E o programa fica bem mais em conta, garantidamente!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Afinal estou na moda... do Tupperlunch!

Ao que parece, sou uma mulher à frente do meu tempo, pelo menos no que diz respeito à disciplina gastronómica, com efeitos de poupança financeira.
Multiplicam-se os artigos e reportagens sobre aquilo que se apresenta como sendo um novo conceito: Tupperlunch. Na prática, não é mais do que pegar nas tupperwares mais lindas lá de casa, e levar o repasto para o local de trabalho. Uma ideia que permite comer com mais tempo e claro poupar muitos euros ao final do mês.
Confesso que quando começei a trabalhar tive um certo preconceito em andar com a merenda atrás, até ao dia em que reparei que era mesmo a única que não o fazia. Gastava dinheiro, passa a vida a correr para engolir um almoço mal amanhado num restaurante próximo e perdia momentos de convívio com os meus caros colegas.
Passei a levar comida de casa, já lá vão muitos, muitos anos.
Onde é que está a novidade? Não sei, mas fico feliz por saber que me antecipei às tendências!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

É triste, mas compreendo...

“Portugal vai ter nos próximos quatro anos a segunda mais baixa taxa de fecundidade do Mundo, com apenas 1,3 filhos por mulher, apenas ultrapassado pela Bósnia-Herzegovina (1,1), de acordo com um relatório divulgado pelas Nações Unidas”.

Acredito no conceito de família. Acredito que é a base de tudo, que é em casa que se transmitem valores. Recordo-me de uma frase dita por uma amiga minha: “Criar é fácil, educar dá trabalho”.
Ter um filho exige disponibilidade a todos os níveis. E é certamente esta reflexão que leva cada vez mais casais a adiar, senão mesmo a colocar de parte a hipótese de aumentar a família. Egoístas, dirão uns. Realistas argumentarão outros. Quem tem razão? Todos provavelmente, porque cada um tem uma perspectiva de vida diferente.
Eu acredito que vale a pena pensar, reflectir e depois sim decidir. Lá diz o povo que quem muito pensa, pouco faz.
Que assim seja. Que assim parece ser.


 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Em dias de crise (e de chuva), inventar é o melhor remédio!

Austeridade. Essa palavra maldita que entrou de rompante no nosso dicionário e, ao que parece veio para se instalar confortavelmente por uns bons tempos: no nosso trabalho, na nossa casa, na nossa cabeça.
Oi? Pois é, contra factos não há argumentos. Vivem-se tempos difíceis, avizinham-se momentos duros mas baixar os braços não será, de todo, o melhor remédio.
Pode parecer utópico, descontextualizado e até capaz de provocar comentários do tipo: falar (ou escrever) é fácil.
Pois, façamos o seguinte: mudemos o discurso. Quantas vezes começamos o dia, ou a semana com a frase: tenho de, devia, um dia, se pudesse.. Que tal: vou, quero, consigo.
E podemos aplicar isso a coisas tão simples como quebrar a rotina, dar um pontapé na monotonia e ir, indo.
Há tanto para ver, fazer, experimentar e a custo zero. Basta procurar, ter imaginação e, acima de tudo iniciativa.
Eu vou: convidar uns amigos, fazer umas panquecas e dar umas boas gargalhadas.
E não há chuva, nem crise que me estrague um serão assim! Porque as melhores coisas do mundo, são de graça!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mudar de Vida!

Falta um mês. Mais coisa menos coisa.
A vontade cresce aliada ao receio de trocar o certo (ainda que insuficiente) pelo desconhecido (apesar de me ter acompanhado durante toda a vida).
Tenho para mim, que quando o impasse bate à porta, o melhor é seguir caminho, sem olhar para trás, acreditando sempre que o amanhã será melhor que hoje.
Mudar? Porque não?
O primeiro passo é dado hoje, com a criação (tantas vezes adiada) de um cantinho assim, quando falta cerca de um mês. Mais coisa, menos coisa.