Passou um ano. Um ano desde que a risca surgiu de imediato. Nada tímida, nada lenta. Bem sobressaída, a confirmar todos os desejos, a concretização de um sonho.
Depois, bem, depois aguardámos porque a pressa é inimiga da perfeição. Os primeiros exames, e depois mais alguns. O telefonema tão aguardado. A palavra mágica: deu negativo.
Era o teste para a detecção de eventuais malformações no feto.
Estava bem. Chorei de alegria.
Foi a partir daí e só desde então que festejei o meu estado de graça.
E foi mesmo assim, até ao último minuto.
A C. foi de uma pontualidade britânica (não sai à progenitora). Chegou calma e serena.
Pregou um susto ao terceiro dia. Respiramos fundo, guardámos a dor e passámos-lhe toda a confiança.
Foi mais resistente do que nós. Passou. Para ela... Em casa nem tudo foi fácil.
A adptação a novas rotinas é desgastante. Só muito apoio evita de cair numa depressão.
A linha é de facto ténue. Tão ténue.
Passou. A natureza encarregou-se do resto. Passou. Melhor. Passaram. 4 meses. De emoções, de surpresa constante, de encantamento, de estupefacção, de, de, de... Só quem vive sabe.
E cá estamos de regresso, não para um Baby blogue mas para um cantinho onde os pensamentos têm livre trânsito para fluir. Assim. Naturalmente. Como a vida!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Do Regresso
Nem chegou a haver ausência, apenas alguma inércia que impediram dia após dia escrever umas coisas.
E tanto se passou no último mês...
Pois bem que podia falar da passagem de ano, que foi calma mas surpreendente com uma boa notícia para a família no dia 31 :-)), ou do frio que Janeiro trouxe e Fevereiro parece querer manter (coisas deles).
Podia falar do naufrágio do Costa Concórdia e de como nunca fui fã de cruzeiros, do aniversário do Eusébio que invadiu todas as televisões, do desmoronamento de prédios no Rio de Janeiro, da saída de Carvalho da Silva da CGTP, da taxa de desemprego que não pára de aumentar neste belo paraíso a beira-mar plantado.
Podia dizer que, felizmente, estou (continuo) cheia da trabalho, e que no trabalho se esperam novidades, em breve.
Que um dos meus mais queridos colegas vai aventurar-se num novo desafio e eu já lhe sinto a falta, apesar da imensa felicidade que sinto por ver que está a crescer, a ser feliz profissionalmente.
Em vez de tudo isso, prefiro dizer que estou expectante (mais uns exames) e hoje, ou a partir de hoje, estou com o coração do tamanho de uma ervilha, a pedir com todas as minhas forças boas notícias.
Porque só depois, poderei viver em pleno uma nova fase, que tem tudo para ser maravilhosa!
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