terça-feira, 8 de novembro de 2011

A idade (não) passa...

Nunca me debrucei muito tempo sobre esta questão, para muitas pessoas existencial.
A passagem da idade não me assusta. Admito, no entanto, que me deixa apreensiva, a hipótese de perder capacidades.
Recentemente, uma das pessoas mais importantes da minha vida completou 80 anos.
Juntaram-se amigos e família à mesa num convívio onde reinou a ternura. Ela estava imensamente feliz. E eu também por assistir a este momento tão bonito, junto da mulher que foi quase uma segunda mãe.
Entre conversas cruzadas, alguém me dizia: estava tão ansiosa, que hoje bem cedo foi fazer a caminhada matinal. Tratou de tudo, do restaurante, do cabeleireiro e até da recepção aos convidados que quisessem passar lá por casa.
Não me surpreendeu. É uma mulher guerreira. Mas, fiquei triste quando mais adiante ouvi: parece que quer contrariar o facto de se começar a aperceber que já tem algumas limitações.
Doeu muito. Fazemos que não vemos, não é connosco, que as nossas pessoas especiais são imortais. Queremos acreditar nisso. Porque nos faz bem, porque nos alimenta a alma e de nada vale sofrer por antecipação.
Mas há uma certeza inabalável: esta mulher que foi quase uma segunda mãe para mim vai estar sempre presente. Porque é um exemplo de vida!

Sem comentários:

Enviar um comentário