sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A risquinha cor-de-rosa

Passou um ano. Um ano desde que a risca surgiu de imediato. Nada tímida, nada lenta. Bem sobressaída, a confirmar todos os desejos, a concretização de um sonho.
Depois, bem, depois aguardámos porque a pressa é inimiga da perfeição. Os primeiros exames, e depois mais alguns. O telefonema tão aguardado. A palavra mágica: deu negativo.
Era o teste para a detecção de eventuais malformações no feto.
Estava bem. Chorei de alegria.
Foi a partir daí e só desde então que festejei o meu estado de graça.
E foi mesmo assim, até ao último minuto.
A C. foi de uma pontualidade britânica (não sai à progenitora). Chegou calma e serena.
Pregou um susto ao terceiro dia. Respiramos fundo, guardámos a dor e passámos-lhe toda a confiança.
Foi mais resistente do que nós. Passou. Para ela... Em casa nem tudo foi fácil.
A adptação a novas rotinas é desgastante. Só muito apoio evita de cair numa depressão.
A linha é de facto ténue. Tão ténue.
Passou. A natureza encarregou-se do resto. Passou. Melhor. Passaram. 4 meses. De emoções, de surpresa constante, de encantamento, de estupefacção, de, de, de... Só quem vive sabe.
E cá estamos de regresso, não para um Baby blogue mas para um cantinho onde os pensamentos têm livre trânsito para fluir. Assim. Naturalmente. Como a vida!

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