Ser. Estar. Viver melhor com muito menos. Os clichés dos tempos atuais que não passam do papel ganharam um novo sentido. O sentido da vida. Pensar no que nos move. O que realmente importa, o que faz diferença. Colocar tudo em perspectiva quando as certezas se transformam num mar de dúvidas.
São lições duras de aprender, principalmente quando a mudança é forçada pelas circunstâncias. Mas a vida encarrega-se de mostrar que a lógica está na simplicidade. Basta atentar no óbvio e deixar correr.
Dois anos de interregno. Um turbilhão de emoções. Uma reviravolta do tamanho do universo. Aprender que é bom viver cada segundo. Saborear momentos. Agradecer cada conquista. Valorizar o aqui e o agora. Há males que vêm por bem e este empurrão confirma que viver ao relentim pode ser uma coisa boa.
Para já é assim. Daqui a pouco logo se vê. Sem pressas, nem sobressaltos. As certezas voltarão um dia, sei que sim. Mas por agora contento-me com esta incerteza de saber que assim também posso ser feliz. De uma outra maneira, que desconhecia mas que me vai preenchendo e ensinando a olhar com olhos de ver.
Como dizia um dos mestres “Se podes olhar vê, se podes ver, repara”.
E como é que eu li isto tantas vezes e não vi antes? Agora tudo faz sentido!
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