Há três noites que é assim.
O encontro imediato de primeiro grau aconteceu na terça-feira de manhã.
Ainda meio ensonada, olho meio aberto, olho meio fechado vi uma, depois outra e mais outra. Esfreguei os olhos, voltei a olhar para o chão da WC e lá estavam. Corri a inspecionar o quarto onde ainda dormia a miúda.
Era verdade. Tinham levado amigos e parentes para passar umas férias sem fazer pré-reserva ou discutir formas de pagamento: as formigas estavam alojadas na nossa casa.
Amante confessa da vida do campo, o contacto com a natureza termina no momento em que isso implica dividir a cama com bichos. Aliás, qualquer outra parte da casa (tornei-me picuinhas com a idade mas isso dará outro post).
Peguei no papel higiénico e comecei desvairada a aniquilar todas a as amiguinhas (quem me conhece sabe que me transfiguro nestas alturas).
Saí de casa a pensar que teria sido um episódio isolado, quem sabe um biberão mal fechado numa noite destas. Soube entretanto que o problema é geral nos prédios vizinhos.
No regresso corri para saber e ver: havia mais. Não muitas mas havia.
Comecei a desviar móveis, a tirar gavetas, a por roupa a lavar. Quando dei por mim tinha a mobília toda de pantanas. Fiz quatro máquinas de roupa. Fui ao supermercado comprar o produto biológico que supostamente é inofensivo para humanos. Borrifei tudo.
Ontem voltaram, desta vez na varanda.
Hoje não dei conta delas mas pelo sim pelo não vamos prolongar a estadia na sala (nós em colchões tripartidos, ela na cama de viagem).
É que já que o quarto está do avesso, aproveita-se para fazer as limpezas de Verão e quiçá, mudar a cor das paredes :-))
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